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Arquivo para updates sobre 'Meio Ambiente'

Sobre carros que enchem a rua de lixo

sujfeira01.jpg(por Adriana Salles via Area 3)Não tem um dia sequer que eu saia de carro em São Paulo em que não veja alguém em outro carro jogar lixo na rua. E os carros são tanto de “pobre” quanto de “rico”. Uma vez vi um sujeito num Jaguar abrir o vidro e jogar um saquinho daqueles “pra” viagem do McDonald’s cheinho, indecente, saindo do Shopping Jardim Sul.Eu tento todas as estratégias de reação: das agressivas (buzino, olho feio, uma vez gritei “seu porco!”, o que vai totalmente contra a minha índole) às gentis (como descer do meu carro, ir bater na janela do dito cujo e dizer “acho que isso caiu do seu carro”). Raramente vejo as pessoas constrangidas; elas ficam é bravas com a intromissão.Por isso, pergunto à turma do Área 3: existe algum site em que a gente possa registrar as placas dos automóveis que sujam a cidade? O meu mais recente eu anotei, pensando neste post: era um Voyage branco, BHE 093_, num cruzamento da rodovia Raposo Tavares. Sei que parece meio big brother, nazistalinista, limitação das liberdades individuais etc., mas a liberdade individual também deve respeitar o coletivo, puxa vida. O cara desse Voyage que jogou papel na rua vai entupir o bueiro, causar enchente e fazer com que eu e mais milhares de pessoas  demoremos duas horas a mais que o usual para chegar em casa ou no trabalho. E não vai levar nem uma multinha.Talvez vocês se perguntem por que não fazer um site dedo-duro para pedestre também. Respondo: além de a identificação ser difícil operacionalmente, o pedestre ainda pode ter a desculpa de que não tem lixeira na rua ou de que ele não tem como carregar o lixo (quando, no carro, é só pendurar o saquinho de lixo no câmbio, né?). De qualquer modo, vejo mais lixo caindo de janela de carro que de mão de pedestre. O que vocês acham? Help!

Banco Imobiliário ao vivo no Ibirapuera

Amanhã é o último dia para você virar peça de Banco Imobiliário. A ação que começou na última quinta, termina neste domingo, as 5 da tarde. A Estrela criou 3 tabuleiros gigantes no Parque do Ibirapuera (SP) onde os pinos são as próprias pessoas, que também usam dados e cartas gigantes. Tudo para divulgar a nova versão “Sustentável” do jogo, com destaque para temas ecológicos. Veja as outras ações envolvendo o famoso jogo que já passaram por aqui no UoD.

Dia do Meio Ambiente

Trabalho bom tem que ser reconhecido. O Banco Real recebeu ontem, em Londres, 3 prêmios do Financial Times Sustainable Banking Awards, evento que elege os bancos com as melhores práticas de sustentabilidade no mundo.Na principal categoria da premiação - “Banco Sustentável do Ano” - o Banco Real, único brasileiro entre os finalistas, ficou em primeiro lugar. Além disso conquistou a primeira colocação também na categoria “Banco Sustentável do Ano em Mercados Emergentes“. É a segunda vez que o banco recebe esta premiação, tendo sido vencedor também em 2006.Pra ver que sustentabilidade dá resultados.Via CCSP.

O sapo ainda mora lá na lagoa?

Você pode até não gostar de sapo, mas já pensou o que aconteceria se eles sumissem da terra? O Vancouver Aquarium faz um alerta com esse comercial sobre o possível desaparecimento da espécie por conta do aquecimento global. Junto com outros zoológicos e outros aquários, a instituição conta com ações e projetos diretos na tentativa de contornar esse problema.A campanha ainda tem um joguinho, no melhor estilo Atari, chamado Frogster, mas adaptado para a nova realidade do sapinho. Se a campanha não der muito resultado, a futura geração de crianças vão ter que escutar outra versão da música do “Sapo que não lava o pé”.

Projetos culturais até semana que vem

O Banco do Brasil abriu as inscrições para projetos (exposições, artes cênicas e eventos nas áreas de música, cinema e vídeo) que vão fazer parte da programação de seus Centros Culturais em 2009 (Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília). As inscrições vão somente até 12 de junho, e valem para pessoas físicas e jurídicas, de qualquer nacionalidade e região do país. É só entrar aqui e se cadastrar.No ano passado foram mais de 3.500 inscritos e 131 selecionados de acordo com alguns critérios: relevância temática; importância histórica, cultural e artística; viabilidade técnica, originalidade e ineditismo da proposta; compatibilidade com os preços praticados pelo mercado; e identidade com os princípios e valores do Banco do Brasil.Além disso, o BB agora receberá propostas para patrocínios exclusivamente pelo site. Mas essas tem mais prazo, de 31 de julho até 30 de novembro. Clique aqui e espie as informações sobre prazos, documentação, critérios de seleção e divulgação dos resultados.

Guerilla Gardeners

(por daniel da Hora, via UoD)

Muitas empresas têm utilizado a estética “eco-friendly” de várias formas: às vezes óbvias; às vezes “ok, legal’; poucas vezes excelentes e raríssimas vezes ‘uau!’ A nova linha Adidas Originals de roupa e tênis, cujo nome foi batizado de Grün (o mesmo que green, só que em alemão) tende a ser uma ação do último tipo, pois começa com um conceito diferenciado do lugar-comum neste tipo de approach. A idéia é utilizar matéria-prima reaproveitável em toda a linha, que foi dividida em ‘Made From”, “Recycled” e “Reground”, onde se pode encontrar, na composição das roupas, desde semente de girassol, passando por fibra da folha de maconha e fibra de bambu, chegando a soja misturada com algodão. Junto a isso, unem-se ações de guerrilha como o filme abaixo, espécie de divulgação da estratégia da campanha, além de contar também com peças de intervenção e mobiliário urbano, instalações artísticas e peças para outdoor com plantas de verdade.

Mais informação aqui (em alemão).

Recicle e, o final, você decide

Desde 1996 a Tomra lançou na Noruega um jeito inovador de encarar a reciclagem. O famoso dois em um do marketing, aplicado no terceiro setor. Uma máquininha onde você deposita o seu lixo reciclável e decide que fim você prefere. Apertando o botão amarelo aquele lixo vira dinheiro para uma associação. Apertando o verde, o lixo vira dinheiro só que para o seu bolso.

A idéia fez tanto sucesso que já se espalhou por vários países da Europa, chegou ao Japão e até nossos hermanos já tem alguns exemplares (Paraguai, Argentina, Peru, Chile…). Só falta chegar aqui.

Aos poucos, as bicicletas invadem a cidade

Nunca se falou tanto em bicicletas como agora. Confesso que embora acabe sofrendo também com o trânsito de SP estou gostando. Não, não sou sadomasoquista. Acontece que graças ao caos, a mídia, a população e por consequência, os políticos estão finalmente discutindo propostas para resolver o trânsito de verdade, dentre elas, ciclovias.

Essa matéria da Revista Época serve para ilustrar um pouco isso. Acabei dando uma enxugada, mas quem tiver um tempinho, vale a pena ler no link a matéria na íntegra.

“O espaço reservado às bicicletas no Brasil quadruplicou desde 2003. De 600 quilômetros de ciclovias no país inteiro, passou-se a 2.500. Ainda é pouco perto da campeã Holanda, um país que, numa área equivalente à do Estado de Pernambuco, tem 34.000 quilômetros de ciclovias. Mas o número de iniciativas vem crescendo em Aracaju, Brasília e São Paulo. Outras, como a Praia Grande, em São Paulo, e Curitiba, já são consideradas exemplos.

O vice-líder no ranking latino-americano de ciclovias é o Rio (atrás de Bogotá). O governo do Estado quer estender as ciclovias ao interior. Anunciou neste ano um projeto para criar 1.000 quilômetros de ciclovias à beira de rios e estradas intermunicipais, o maior plano do gênero no Brasil. Calcula-se que hoje 40% dos trabalhadores do Estado vão ao trabalho de bicicleta ou a pé.

A primeira ciclovia do Distrito Federal, de 12,5 quilômetros, foi inaugurada em outubro. O governo distrital planeja entregar 600 quilômetros de pistas até 2010, a um custo de R$ 50 milhões. São Paulo está instalando bicicletários nas estações de trem metropolitano. Na estação Mauá, são mais de 2 mil vagas.

O Brasil tem a sexta maior frota do mundo de bicicletas, cerca de 75 milhões. Em cidades pequenas, onde o tráfego de automóveis não é problema, as bicicletas sempre foram um meio tradicional de transporte, mesmo sem pistas específicas para elas.

Bikes não poluem, não gastam energia elétrica e aliviam o trânsito – estima-se que numa via por onde passem 450 carros por hora caibam 4.500 pessoas pedalando. Numa pesquisa feita pelo Ibope em São Paulo em 2007, 34% dos entrevistados declararam que jamais usariam bicicleta no dia-a-dia, mesmo se houvesse incentivos, mas 36% disseram que a construção de ciclovias e bicicletários nos locais de trabalho ajudariam a convencê-los a trocar o carro pela bicicleta nos deslocamentos diários. “

Pedala e filtra!

A bicicleta AquaductConheçam a Aquaduct, a bicicleta que filtra água enquanto você pedala!

A Aquaduct foi criada para circular em países onde a água potável é escassa. Por enquanto é só um conceito inventado pelo Aquaduct Team para o concurso Innovate or Die. Mas é uma idéia bacana, não?

(via Digital Drops)

Tartarugas hibernando na geladeira

O aquecimento global traz várias consequencias, mas essa eu nunca tinha visto. Shirley Neely, coordenadora do The Tortoise Sanctuary em New Jersey, diante de um inverno meia-boca, não teve dúvida: colocou 75 tartarugas para hibernar dentro de geladeiras para mantê-las em temperatura estável de 3ºC. Isso garante que os animais não despertem cedo demais (iludidos pelo calor) e não consigam sobreviver. Junto com as tartarugas hibernam também uma garrafa de vinho, um pote de maionese e outros seres do gênero, como podemos conferir pela foto. UoD!

[via]

A sobrevida dos telefones celulares

Em 1985 haviam menos de meio milhão de telefones celulares nos Estados Unidos. Hoje existem 233 milhões.

Um novo projeto chamado The Secret Life of Cell Phones tem como objetivo alertar os consumidores do excesso de “e-waste” causado pelos celulares quebrados e fora de uso e o modo como podemos reciclá-los e diminuir o disperdicio.

Além disso, a organização vai além e disponibiliza um estudo completo, com a média de uso diário por pessoa, quantidade de aparelhos por habitante e tempo de permanência com cada modelo.

Você também pode conferir uma matéria bastante interessante que saiu no NYT sobre a sobrevida dos aparelhos.

Turismo apelativo

mv_cruise_ship_antarctica.jpgUm artigo recentemente publicado na Tierramerica alerta sobre o crescimento do “turismo climático”, descrito como ” Uma mistura de reais interesses em proteção ao meio ambiente e o  desejo de ver vida selvagem na beira de sua extinção, e lógico, lucrar muito com isso”

De acordo com o artigo, as empresas de turismo estão usando as mudanças climáticas como uma ferramenta apelativa de marketing, oferecendo as pessoas viagens a lugares que logos serão extintos ou que perderão suas características devido ao aquecimento global.

Sabemos que o turismo em ambientes delicados pode ser muito prejudicial, mas alguns setores dizem que o lado bom dessa exploração, é o incentivo criado para interesses em proteger o planeta!

leia o artigo completo em inglês aqui.

A poluição do ar polui!

pulmão

Banner criado pela JWT, Hong Kong para a “Friends of Earth”, organização que luta pela melhor qualidade de vida para as pessoas, inspirando soluções para os problemas ambientais.

Foram colocados Banners nas ruas de Hong Kong, conforme o tempo ia passando, a poluição ia se acumulando em áreas específicas do banner, revelando um pulmão e a frase: ” polluted air polluted”.

Salão de humor de Campos e o fim da água potável

A edição de estréia do Salão Internacional de Humor de Campos, no Rio de Janeiro, que teve como tema “O fim da água potável no mundo” já definiu os premiados. Dentre mais de 800 trabalhos, o brasileiro Eduardo dos Reis Evangelista (Duke), foi o vencedor com esse cartum muito legal aí do lado. O segundo lugar ficou com o Beto (esse) e o terceiro com o espanhol David Vela (esse).

Mais informações aqui.

Depois de 15 anos o Chile conseguiu, e o Brasil vai esperar quanto?

Demoraram 15 anos até que o parlamento chileno aprovasse a lei de preservação das florestas nativas. A lei restrige os recursos naturais somente para o uso sustentável e de pesquisas científicas.

Segundo Antonio Lara da Universidade Austral em Valdivia, essa lei introduz uma nova visão no país onde as florestas não serão mais vistas como uma fonte de madeira. Ainda será criado um fundo de 8 milhões de dólares por ano para a conservação, replantio, e projetos sustentáveis. Além da proteção dos recursos hídricos investindo em reconstituição das florestas nativas perto dos rios, glaciares e nascentes.

O pior é que alguns minutos antes de ler essa boa notícia, li essa matéria sobre a esperança de sobrevivência de algumas espécies de peixes da Amazônia (cerca de 750). Segundo especialistas, se não forem tomadas as medidas adequadas no Rio Madeira, ou simplesmente desistirem do projeto das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau que o governo pretende construir, os peixes podem desaparecer.

A minha esperança é que tem bastante gente contra e quem sabe consigam convencer alguém com boa vontade no governo. O ornitólogo Johan Dalgas Frisch (criador do Dia da Ave, da demarcação do Parque do Tumucumaque, dos estudo das aves migratórias e peixamento das barragens das hidroelétricas e um manual muito legal dos pássaros e as árvores que os atraem) é um dos caras que eu deposito minhas esperanças.

Mais aqui.





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