Aos poucos, as bicicletas invadem a cidade
Nunca se falou tanto em bicicletas como agora. Confesso que embora acabe sofrendo também com o trânsito de SP estou gostando. Não, não sou sadomasoquista. Acontece que graças ao caos, a mídia, a população e por consequência, os políticos estão finalmente discutindo propostas para resolver o trânsito de verdade, dentre elas, ciclovias.
Essa matéria da Revista Época serve para ilustrar um pouco isso. Acabei dando uma enxugada, mas quem tiver um tempinho, vale a pena ler no link a matéria na íntegra.
“O espaço reservado às bicicletas no Brasil quadruplicou desde 2003. De 600 quilômetros de ciclovias no país inteiro, passou-se a 2.500. Ainda é pouco perto da campeã Holanda, um país que, numa área equivalente à do Estado de Pernambuco, tem 34.000 quilômetros de ciclovias. Mas o número de iniciativas vem crescendo em Aracaju, Brasília e São Paulo. Outras, como a Praia Grande, em São Paulo, e Curitiba, já são consideradas exemplos.
O vice-líder no ranking latino-americano de ciclovias é o Rio (atrás de Bogotá). O governo do Estado quer estender as ciclovias ao interior. Anunciou neste ano um projeto para criar 1.000 quilômetros de ciclovias à beira de rios e estradas intermunicipais, o maior plano do gênero no Brasil. Calcula-se que hoje 40% dos trabalhadores do Estado vão ao trabalho de bicicleta ou a pé.
A primeira ciclovia do Distrito Federal, de 12,5 quilômetros, foi inaugurada em outubro. O governo distrital planeja entregar 600 quilômetros de pistas até 2010, a um custo de R$ 50 milhões. São Paulo está instalando bicicletários nas estações de trem metropolitano. Na estação Mauá, são mais de 2 mil vagas.
O Brasil tem a sexta maior frota do mundo de bicicletas, cerca de 75 milhões. Em cidades pequenas, onde o tráfego de automóveis não é problema, as bicicletas sempre foram um meio tradicional de transporte, mesmo sem pistas específicas para elas.
Bikes não poluem, não gastam energia elétrica e aliviam o trânsito – estima-se que numa via por onde passem 450 carros por hora caibam 4.500 pessoas pedalando. Numa pesquisa feita pelo Ibope em São Paulo em 2007, 34% dos entrevistados declararam que jamais usariam bicicleta no dia-a-dia, mesmo se houvesse incentivos, mas 36% disseram que a construção de ciclovias e bicicletários nos locais de trabalho ajudariam a convencê-los a trocar o carro pela bicicleta nos deslocamentos diários. “

March 27th, 2008 at 4:02 pm
A calçada da avenida Brasil e da Groenlândia são desertos de pedestres, ninguém anda nelas. Podiam fazer umas ciclovias se tirassem os postes que estão na calcada, sem avançar sobre o território sagrado dos carros…
April 27th, 2008 at 11:50 am
Com certeza, inclusive porque poderia ser feita uma integração com a ciclovia da Sumaré, permitindo um deslocamento com maior segurança. Abraços a todos os ciclistas!!
April 28th, 2008 at 11:20 am
Tenho total interesse em poder utilizar mais a bicicleta em SP, e já pensei em vir do estacionamento até a empresa de bike, entretanto, o caminho é perigoso e pessoas já foram roubadas neste trajeto.
Sexta-feira passada estive no Estacionamento Subterrâneo sob o Trianon e há bicicletas para os segurados Porto Seguro.