Depois de 15 anos o Chile conseguiu, e o Brasil vai esperar quanto?

Demoraram 15 anos até que o parlamento chileno aprovasse a lei de preservação das florestas nativas. A lei restrige os recursos naturais somente para o uso sustentável e de pesquisas científicas.

Segundo Antonio Lara da Universidade Austral em Valdivia, essa lei introduz uma nova visão no país onde as florestas não serão mais vistas como uma fonte de madeira. Ainda será criado um fundo de 8 milhões de dólares por ano para a conservação, replantio, e projetos sustentáveis. Além da proteção dos recursos hídricos investindo em reconstituição das florestas nativas perto dos rios, glaciares e nascentes.

O pior é que alguns minutos antes de ler essa boa notícia, li essa matéria sobre a esperança de sobrevivência de algumas espécies de peixes da Amazônia (cerca de 750). Segundo especialistas, se não forem tomadas as medidas adequadas no Rio Madeira, ou simplesmente desistirem do projeto das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau que o governo pretende construir, os peixes podem desaparecer.

A minha esperança é que tem bastante gente contra e quem sabe consigam convencer alguém com boa vontade no governo. O ornitólogo Johan Dalgas Frisch (criador do Dia da Ave, da demarcação do Parque do Tumucumaque, dos estudo das aves migratórias e peixamento das barragens das hidroelétricas e um manual muito legal dos pássaros e as árvores que os atraem) é um dos caras que eu deposito minhas esperanças.

Mais aqui.

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