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Arquivo do autor Daniel Chagas Martins

Dia do Meio Ambiente

Trabalho bom tem que ser reconhecido. O Banco Real recebeu ontem, em Londres, 3 prêmios do Financial Times Sustainable Banking Awards, evento que elege os bancos com as melhores práticas de sustentabilidade no mundo.Na principal categoria da premiação - “Banco Sustentável do Ano” - o Banco Real, único brasileiro entre os finalistas, ficou em primeiro lugar. Além disso conquistou a primeira colocação também na categoria “Banco Sustentável do Ano em Mercados Emergentes“. É a segunda vez que o banco recebe esta premiação, tendo sido vencedor também em 2006.Pra ver que sustentabilidade dá resultados.Via CCSP.

O sapo ainda mora lá na lagoa?

Você pode até não gostar de sapo, mas já pensou o que aconteceria se eles sumissem da terra? O Vancouver Aquarium faz um alerta com esse comercial sobre o possível desaparecimento da espécie por conta do aquecimento global. Junto com outros zoológicos e outros aquários, a instituição conta com ações e projetos diretos na tentativa de contornar esse problema.A campanha ainda tem um joguinho, no melhor estilo Atari, chamado Frogster, mas adaptado para a nova realidade do sapinho. Se a campanha não der muito resultado, a futura geração de crianças vão ter que escutar outra versão da música do “Sapo que não lava o pé”.

Projetos culturais até semana que vem

O Banco do Brasil abriu as inscrições para projetos (exposições, artes cênicas e eventos nas áreas de música, cinema e vídeo) que vão fazer parte da programação de seus Centros Culturais em 2009 (Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília). As inscrições vão somente até 12 de junho, e valem para pessoas físicas e jurídicas, de qualquer nacionalidade e região do país. É só entrar aqui e se cadastrar.No ano passado foram mais de 3.500 inscritos e 131 selecionados de acordo com alguns critérios: relevância temática; importância histórica, cultural e artística; viabilidade técnica, originalidade e ineditismo da proposta; compatibilidade com os preços praticados pelo mercado; e identidade com os princípios e valores do Banco do Brasil.Além disso, o BB agora receberá propostas para patrocínios exclusivamente pelo site. Mas essas tem mais prazo, de 31 de julho até 30 de novembro. Clique aqui e espie as informações sobre prazos, documentação, critérios de seleção e divulgação dos resultados.

Excesso de embalagens via delivery

hamb.png(via UoD Área 3)Uma vez uma alemã que veio ao Brasil e ficou hospedada na minha casa, fez uma observação sobre o nosso país que eu nunca mais esqueci: “O Brasil é o país dos excessos”. A explicação é a seguinte, aqui tudo a gente tem em excesso. Ou chove muito, ou é seca. De um lado tem a fome, do outro a churrascaria rodízio. O hospital Albert Einstein dentre os melhores do mundo e muitos outros dentre os piores. Tudo aqui é muito, quase não existe o meio termo.

Ontem, trabalhando até tarde, dois amigos e eu pedimos 2 hambúrgueres e uma salada (um dos caras esta de dieta) para matar a fome. Pra beber: 3 refrigerantes e só. A conta veio salgada, mas pelo horário era até aceitável. Mas o que saiu mais caro foi o disperdício de embalagens e apetrechos que vieram junto com o pedido.

Não fiz a conta exata de quantos catchups, mostardas e guardanapos foram utilizados, sei que usamos sem economia e ainda sobrou uma quantidade absurda, inclusive de talheres (afinal mesmo que cada hambúrger fosse jantado com um talher, ainda sobraria o dobro). Veja a continha e confira a foto para ver que não estou mentindo. Fiquei pensando, se num jantar para 3 pessoas sobrou tudo isso, imagine um pedido grande. Com um pouco de bom senso economizaríamos o planeta e o nosso bolso (vc tem dúvida que esse custo não esta embutido no pedido?).

Números do desperdício: Sobraram 13 mostardas, 10 catchups, 5 guardanapos (cada um com saco plástico!) e 6 talheres (garfo e faco cada um com seu saco plástico!).

O lado bom de ano de eleição

Ano de eleiçãoFora a possibilidade de renovação (o que algumas vezes saí pela culatra), ano de eleição não é só o período que os políticos usam para sabotar o governo da gestão. É o ano em que as coisas tendem a acontecer, e acontecem rápido.

Por exemplo o caso do Bush nos EUA. Pela primeira vez, a poucos meses do fim do mandato, o menino maluquinho da Casa Branca mostrou interesse em chegar a um acordo mundial contra o efeito estufa. A notícia oficial pode sair em julho no Japão, durante a cúpula do G8 e três meses antes das eleições norte-americanas.

No Brasil a gente já está acostumado. A quantidade obras que costumam ser entregues no ano eleitoral chegam a ser escandalosas. Será que tem gente que pensa que é coincidência? Tem um quê de final de novela das oito, depois de uma enrolação, daquele marasmo, tudo acontece no último capítulo. E audiência vai lá pra cima.

Recicle e, o final, você decide

Desde 1996 a Tomra lançou na Noruega um jeito inovador de encarar a reciclagem. O famoso dois em um do marketing, aplicado no terceiro setor. Uma máquininha onde você deposita o seu lixo reciclável e decide que fim você prefere. Apertando o botão amarelo aquele lixo vira dinheiro para uma associação. Apertando o verde, o lixo vira dinheiro só que para o seu bolso.

A idéia fez tanto sucesso que já se espalhou por vários países da Europa, chegou ao Japão e até nossos hermanos já tem alguns exemplares (Paraguai, Argentina, Peru, Chile…). Só falta chegar aqui.

Aos poucos, as bicicletas invadem a cidade

Nunca se falou tanto em bicicletas como agora. Confesso que embora acabe sofrendo também com o trânsito de SP estou gostando. Não, não sou sadomasoquista. Acontece que graças ao caos, a mídia, a população e por consequência, os políticos estão finalmente discutindo propostas para resolver o trânsito de verdade, dentre elas, ciclovias.

Essa matéria da Revista Época serve para ilustrar um pouco isso. Acabei dando uma enxugada, mas quem tiver um tempinho, vale a pena ler no link a matéria na íntegra.

“O espaço reservado às bicicletas no Brasil quadruplicou desde 2003. De 600 quilômetros de ciclovias no país inteiro, passou-se a 2.500. Ainda é pouco perto da campeã Holanda, um país que, numa área equivalente à do Estado de Pernambuco, tem 34.000 quilômetros de ciclovias. Mas o número de iniciativas vem crescendo em Aracaju, Brasília e São Paulo. Outras, como a Praia Grande, em São Paulo, e Curitiba, já são consideradas exemplos.

O vice-líder no ranking latino-americano de ciclovias é o Rio (atrás de Bogotá). O governo do Estado quer estender as ciclovias ao interior. Anunciou neste ano um projeto para criar 1.000 quilômetros de ciclovias à beira de rios e estradas intermunicipais, o maior plano do gênero no Brasil. Calcula-se que hoje 40% dos trabalhadores do Estado vão ao trabalho de bicicleta ou a pé.

A primeira ciclovia do Distrito Federal, de 12,5 quilômetros, foi inaugurada em outubro. O governo distrital planeja entregar 600 quilômetros de pistas até 2010, a um custo de R$ 50 milhões. São Paulo está instalando bicicletários nas estações de trem metropolitano. Na estação Mauá, são mais de 2 mil vagas.

O Brasil tem a sexta maior frota do mundo de bicicletas, cerca de 75 milhões. Em cidades pequenas, onde o tráfego de automóveis não é problema, as bicicletas sempre foram um meio tradicional de transporte, mesmo sem pistas específicas para elas.

Bikes não poluem, não gastam energia elétrica e aliviam o trânsito – estima-se que numa via por onde passem 450 carros por hora caibam 4.500 pessoas pedalando. Numa pesquisa feita pelo Ibope em São Paulo em 2007, 34% dos entrevistados declararam que jamais usariam bicicleta no dia-a-dia, mesmo se houvesse incentivos, mas 36% disseram que a construção de ciclovias e bicicletários nos locais de trabalho ajudariam a convencê-los a trocar o carro pela bicicleta nos deslocamentos diários. “

Estudante de publicidade dá uma aula

Justin Young é um jovem diretor de arte americano que vai se formar na faculdade em maio desse ano na Universidade de Oklahoma.

Ele seria mais um no meio de tantos a procurar emprego praticamente do zero senão fosse a idéia simples que ele teve. Ele criou uma animação simples e bastante interessante. Como você pode lutar contra o aquecimento, com o simples fato de fechar a torneira enquanto escova os dentes.

Como assunto é a grande vedete do momento, o vídeo foi uma grande isca (praticamente uma ação de guerrilha) para que pessoas do mundo todo vejam seu trabalho depois de assistir a animação. Uma aula de como ficar conhecido através do trabalho. Tenho certeza que dará certo, e o melhor ainda vai convencer muita gente a fechar a torneira.

Via 37signals.

Salão de humor de Campos e o fim da água potável

A edição de estréia do Salão Internacional de Humor de Campos, no Rio de Janeiro, que teve como tema “O fim da água potável no mundo” já definiu os premiados. Dentre mais de 800 trabalhos, o brasileiro Eduardo dos Reis Evangelista (Duke), foi o vencedor com esse cartum muito legal aí do lado. O segundo lugar ficou com o Beto (esse) e o terceiro com o espanhol David Vela (esse).

Mais informações aqui.

Depois de 15 anos o Chile conseguiu, e o Brasil vai esperar quanto?

Demoraram 15 anos até que o parlamento chileno aprovasse a lei de preservação das florestas nativas. A lei restrige os recursos naturais somente para o uso sustentável e de pesquisas científicas.

Segundo Antonio Lara da Universidade Austral em Valdivia, essa lei introduz uma nova visão no país onde as florestas não serão mais vistas como uma fonte de madeira. Ainda será criado um fundo de 8 milhões de dólares por ano para a conservação, replantio, e projetos sustentáveis. Além da proteção dos recursos hídricos investindo em reconstituição das florestas nativas perto dos rios, glaciares e nascentes.

O pior é que alguns minutos antes de ler essa boa notícia, li essa matéria sobre a esperança de sobrevivência de algumas espécies de peixes da Amazônia (cerca de 750). Segundo especialistas, se não forem tomadas as medidas adequadas no Rio Madeira, ou simplesmente desistirem do projeto das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau que o governo pretende construir, os peixes podem desaparecer.

A minha esperança é que tem bastante gente contra e quem sabe consigam convencer alguém com boa vontade no governo. O ornitólogo Johan Dalgas Frisch (criador do Dia da Ave, da demarcação do Parque do Tumucumaque, dos estudo das aves migratórias e peixamento das barragens das hidroelétricas e um manual muito legal dos pássaros e as árvores que os atraem) é um dos caras que eu deposito minhas esperanças.

Mais aqui.

Sorocaba investe em ciclovias

O Updater Beto já havia comentado antes e fui atrás da informação:

O Plano Cicloviário de Sorocaba foi lançado pelo prefeito Vitor Lippi dia 22 de setembro de 2006. O projeto é considerado prioridade de governo e tem como foco oferecer mais qualidade de vida à população.

A meta é construir mais de 77 quilômetros de ciclovias. Até agora, já foram implantados 8.495 metros de ciclovias. As pistas ficam em importantes avenidas, como a Dom Aguirre (2.820m), Camilo Júlio (1.200m), Paulo Emanuel de Almeida (2.300m), Washington Luiz (400m), Bento Mascarenhas Jequitinhonha (800m) e Elias Maluf (975m).
Atualmente estão em construção 16.100m de pistas, distribuídos nas avenidas Antonio Silva Saladino (700m), Itavuvu (1.200m), 15 de Agosto (2.500m), Dom Aguirre (6.700m, entre a ponte do Pinga-Pinga e a rodovia Raposo Tavares), na General Osório (4.000m) e também na interligação da Bento Mascarenhas Jequitinhonha com a Washington Luiz (1.000m).

Junto com as ciclovias serão construídos paraciclos e estão previstos bicicletários, com serviços de apoio aos usuários. Os paraciclos e os bicicletários serão instalados em pontos estratégicos para facilitar a integração entre as ciclovias e os demais sistemas de transporte.
Mais fotos aqui, aqui e aqui.

fonte: Comunicação/URBES/Trânsito e Transportes

Tks Marcão.

Como o cotidiano está mudando o jornalismo e o terceiro setor

Há mais de 10 anos, assisti uma palestra do Gilberto Dimenstein (ainda no colégio) e posso dizer que foi um dos motivos, que me fizeram gostar tanto de assuntos relacionados ao terceiro setor. Hoje li um texto muito bom no site dele, sobre uma coisa que eu vinha pensando há um tempinho. A ênfase dele no caso, foi com o jornalismo, mas acho vêem acontecendo o mesmo com a publicidade e ações relacionadas ao terceiro setor.

O texto fala da mudança que o jornalismo está passando com a “valorização do local, do cotidiano, do que está mais próximo do consumidor de notícias”. Uma reação contrária à globalização e a saturação de certos assuntos na mídia.

Bom dê uma lida no texto do Gilberto e veja como assuntos que influenciam o cotidiana do consumidor ganham cada vez mais destaque.

Mata Atlântica nesse final de semana em SP

A Mata Atlântica é um dos ecossistemas mais fascinantes de todo o mundo. Eu lembro que no colégio o professor costumava contar que em 1 metro quadrado de mata continha muito mais espécies que toda uma floresta na Europa.

Essa mata também é um dos sistemas mais ameaçados: restam apenas 7%. Os cuidados e a atenção que faltaram ao longo de décadas de devastação são o motivo do Ecos do Planeta 2007. Dessa quarta até esse sábado (3 a 7/10) no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera.

O projeto vai servir para conscientizar as pessoas com oficinas infantis, filmes, documentários, exposição e debates com grandes especialistas. Além disso ainda tem um aquário com mais de 80 espécies de peixes da Mata Atlântica e uma mini-mata com várias espécies de plantas. Se tiver de bobeira em SP dá um pulo lá.

Ah se todas antenas de celular fossem assim

Quando a gente pensa em poluição visual, logo pensa nos outdoors, backlights e fachadas de lojas e acaba esquecendo que os posts e antenas de celular contribuem muito em deixar as cidades mais feias.

O poeta A.J.Kilmer uma vez disse: “Creio que jamais verei uma torre de celular tão adorável quanto uma árvore”. Bom, nos EUA alguns amantes da natureza e alguns prefeitos começaram a cuidar desse problema camuflando as antenas. O disfarce sai caro (a partir de 3 mil dólares) mas não deixa de ser interessante e mais de 20 mil já foram camufladas no país.

Confira alguns outros modelos aqui.

Olimpíadas 2008

Tá bom, não é o primeiro anúncio com símbolo das olimpíadas que vc já viu, mas esse problema associado ao evento eu nunca tinha visto. Pois é, a China vai ser sede em 2008 e promete um grande espetáculo, mas ao mesmo tempo para assegurar a “harmonia” do país, jornalistas, ativistas, advogados e outros que criticam o governo continuam a ser presos.

O anúncio é da Amnesty International, criado pela MUW Saatchi & Saatchi, Slovaki.





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