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Arquivo para April, 2008

Guerilla Gardeners

(por daniel da Hora, via UoD)

Muitas empresas têm utilizado a estética “eco-friendly” de várias formas: às vezes óbvias; às vezes “ok, legal’; poucas vezes excelentes e raríssimas vezes ‘uau!’ A nova linha Adidas Originals de roupa e tênis, cujo nome foi batizado de Grün (o mesmo que green, só que em alemão) tende a ser uma ação do último tipo, pois começa com um conceito diferenciado do lugar-comum neste tipo de approach. A idéia é utilizar matéria-prima reaproveitável em toda a linha, que foi dividida em ‘Made From”, “Recycled” e “Reground”, onde se pode encontrar, na composição das roupas, desde semente de girassol, passando por fibra da folha de maconha e fibra de bambu, chegando a soja misturada com algodão. Junto a isso, unem-se ações de guerrilha como o filme abaixo, espécie de divulgação da estratégia da campanha, além de contar também com peças de intervenção e mobiliário urbano, instalações artísticas e peças para outdoor com plantas de verdade.

Mais informação aqui (em alemão).

Excesso de embalagens via delivery

hamb.png(via UoD Área 3)Uma vez uma alemã que veio ao Brasil e ficou hospedada na minha casa, fez uma observação sobre o nosso país que eu nunca mais esqueci: “O Brasil é o país dos excessos”. A explicação é a seguinte, aqui tudo a gente tem em excesso. Ou chove muito, ou é seca. De um lado tem a fome, do outro a churrascaria rodízio. O hospital Albert Einstein dentre os melhores do mundo e muitos outros dentre os piores. Tudo aqui é muito, quase não existe o meio termo.

Ontem, trabalhando até tarde, dois amigos e eu pedimos 2 hambúrgueres e uma salada (um dos caras esta de dieta) para matar a fome. Pra beber: 3 refrigerantes e só. A conta veio salgada, mas pelo horário era até aceitável. Mas o que saiu mais caro foi o disperdício de embalagens e apetrechos que vieram junto com o pedido.

Não fiz a conta exata de quantos catchups, mostardas e guardanapos foram utilizados, sei que usamos sem economia e ainda sobrou uma quantidade absurda, inclusive de talheres (afinal mesmo que cada hambúrger fosse jantado com um talher, ainda sobraria o dobro). Veja a continha e confira a foto para ver que não estou mentindo. Fiquei pensando, se num jantar para 3 pessoas sobrou tudo isso, imagine um pedido grande. Com um pouco de bom senso economizaríamos o planeta e o nosso bolso (vc tem dúvida que esse custo não esta embutido no pedido?).

Números do desperdício: Sobraram 13 mostardas, 10 catchups, 5 guardanapos (cada um com saco plástico!) e 6 talheres (garfo e faco cada um com seu saco plástico!).

Penguin: estórias pela internet

penguin.pngA famosa e sempre charmosa Penguin está trazendo para o ambiente digital, 6 estórias, de 6 autores, por 6 semanas, numa série especial chamada We Tell Stories. Ao invés do puro e simples texto, as estórias são contadas de um jeito mais interativo. Uma delas, a The 21 Steps, é contada através do Google Maps. Para conferir as 6, o clique é aqui.

Embraer por dentro

(por Regiane Bochichi, via HSM UoD)

Ontem eu tive a oportunidade de conhecer a Embraer por conta de um programa que estamos preparando para a ManagemenTV. Bem, só de entender como se fabrica um avião, a experiência se torna única. Mas mais do que essa curiosidade natural, ver a transformação de uma estatal, quase falida em um das três maiores exportadoras do Brasil é uma aula e tanto! Para ilustrar o que é começar do zero, a Embraer fica na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2170, em São José do Campos. Na época da sua fundação, o lugar era tão ermo que o número da sede é a data de inauguração da empresa, pois não havia nada por lá. Acho que nem Santos Dumont imaginava que um dia teríamos uma indústria de aviação que entregou 170 aeronaves em 2007, tem um carteira de pedido de mais de 20 bilhões e conta com 23.878 funcionários. No ano da privatização, a situação era tão precária que eles tinham fabricados 4 aviões e todas as fichas estavam colocadas em um só modelo: o ERJ 145. Os projetos eram feitos em pranchetas, desenhados a mão. Atualmente, há um Centro de Realidade Virtual - CRV - que dá a visão completa de um novo avião, todos os seus componentes, faz simulações e é um show para encantar qualquer comprador. Na história da companhia, há nomes importantíssimos como Ozires Silva que presidiu a empresa estatal e Maurício Botelho, na qual durante 12 anos de gestão, fez o turnaround da companhia. Ele vai contar essa trajetória na ExpoManagement em novembro. Se você está curioso, leia a entrevista dele na HSM Management e veja o que se pode fazer com planejamento, inovação e acima de tudo sonho. Se tiver 3 milhões na carteira, entre na fila do mais novo projeto da empresa:o Phenom 100. Um modelo de 6 lugares voltado para aviação executiva cuja entrega inicial está marcada para 2012. Quem tem muuuuita bala no cartucho, pode tentar furar a fila!

Stiglitz: O problema do Subprime está só começando!

(por Jorge Carvalho, via HSM UoD)

Joseph Stiglitz, vendedor do prêmio Nobel da Economia, analisa o momento econômico atual no Estados Unidos.

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Retrato de um Sertão

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(por Neto, via UoD)

Tem coisas que merecem todo a nossa atenção. Eu já falei aqui sobre o projeto Amigos para Sempre, do Tico da Bobstore. O projeto continua firme e forte. O Tico lançou uma linha de colares focando a preservação do ambiente, com renda revertida para o Amigos para Sempre. Além disso, confira a exposição de fotos de Marcelo Bormac, dia 16/04, 19h30, no Ateliê Oral, Rua João Lourenço, 564, Vila Nova Conceição, São Paulo. A renda da exposição também vai para o projeto. Um jeito facinho de ajudar.

Quer a fórmula do Empreendedorismo?

jllogo3d.gif(por Adriana S. Gomes, via HSM UoD)

Stephen Spinelli é um respeitado professor do Babson College e agora president da Philadelphia University. Já esteve no Brasil como palestrante da HSM, já foi publicado na nossa revista, tem as melhores receitas para empreendedorismo. Mas foi numa troca de e-mails com o Marcelo Cherto que eu me dei realmente conta da genialidade desse homem. Spinelli foi um dos fundadores de uma das maiores redes de oficinas especializadas em serviços “under-car” dos EUA, a Jiffy Lube, que revolucionou o negócio de troca de óleo na década de 1970 naquele país (e hoje conta com mais de 2,2 mil franquias em operação só nos EUA). E ele vendeu o negócio para a Shell com o maior lucro. Até aí morreu Neves. Mas então o Spinelli virou um franqueado Jiffy Lube, gerenciando duas lojas no início e expandindo para 47 lojas hoje, sendo o maior e mais lucrativo franqueado da rede. Não é demais? Ele conseguiu continuar usufruindo o negócio que criou, mas sem o custo de mandar e sem o custo de ser mandado. Além disso, arrumou tempo para dar aulas no Babson College, onde ele conhece um monte de potenciais start-ups todos os dias e pode investir nos novos negócios mais promissores. O cara é a fórmula do empreendedorismo em pessoa!

Computadores e Humanos, em 2020

(por Jorge Carvalho, via HSM UoD)

Acaba de ficar pronto o relatório do Microsoft Research sobre como será a interação entre computadores e humanos no ano 2020. Para baixar clique aqui.

Algumas conclusões:

-Estamos na Era da Mobilidade agora, mas estaremos na Era da Ubiquidade (Onipresença) em 2020 com milhares de computadores por usuário.

-Silicone e material biológico estarão juntos de uma maneira diferente, possibilitando novas formas de inputs e outputs implantáveis em nossos corpos.

-Seremos cada vez mais capazes de usar aparelhos móveis para interagir com objetos no mundo real, esses aparelhos serão como extensões de nossas mãos.

-Robôs serão máquinas autônomas com capacidade de aprender.

-Criaremos ambientes digitais mais customizaveis e personalizados.

-A visão de ter um computador para cada criança no mundo será mais real.

-Sobrarão poucas pessoas no mundo sem acesso a telefones móveis.

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O lado bom de ano de eleição

Ano de eleiçãoFora a possibilidade de renovação (o que algumas vezes saí pela culatra), ano de eleição não é só o período que os políticos usam para sabotar o governo da gestão. É o ano em que as coisas tendem a acontecer, e acontecem rápido.

Por exemplo o caso do Bush nos EUA. Pela primeira vez, a poucos meses do fim do mandato, o menino maluquinho da Casa Branca mostrou interesse em chegar a um acordo mundial contra o efeito estufa. A notícia oficial pode sair em julho no Japão, durante a cúpula do G8 e três meses antes das eleições norte-americanas.

No Brasil a gente já está acostumado. A quantidade obras que costumam ser entregues no ano eleitoral chegam a ser escandalosas. Será que tem gente que pensa que é coincidência? Tem um quê de final de novela das oito, depois de uma enrolação, daquele marasmo, tudo acontece no último capítulo. E audiência vai lá pra cima.





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