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Arquivo para March, 2008

Recicle e, o final, você decide

Desde 1996 a Tomra lançou na Noruega um jeito inovador de encarar a reciclagem. O famoso dois em um do marketing, aplicado no terceiro setor. Uma máquininha onde você deposita o seu lixo reciclável e decide que fim você prefere. Apertando o botão amarelo aquele lixo vira dinheiro para uma associação. Apertando o verde, o lixo vira dinheiro só que para o seu bolso.

A idéia fez tanto sucesso que já se espalhou por vários países da Europa, chegou ao Japão e até nossos hermanos já tem alguns exemplares (Paraguai, Argentina, Peru, Chile…). Só falta chegar aqui.

Tênis reciclado da Nike

Nike Trash Uma ótima sacada da Nike. Eles criaram um modelo de tênis inteiramente feito com material reaproveitado, reciclado das sobras de outros tênis fabricados. É o Nike Trash (na foto ao lado). A idéia veio de uma parceria com Steve Nash, jogador de basquete da NBA, pelo Phoenix Suns. O Trash foi feito a partir de um modelo que Nash usava.

Tudo isso faz parte da iniciativa de sustentabilidade dos produtos da marca, muito bem posicionada e com metas até 2011 para ter todos seus tênis, de alguma forma, ecologicamente sustentáveis. Espero sinceramente que não seja só no discurso, uma vez que a Nike tenta se desassociar do estigma de empresa ligada ao trabalho escravo infantil.

A Nike não é a única fabricante de tênis a fazer algo parecido. Vide Adidas e Converse. Pode ser uma tendência? É cedo para dizer, mas uma pequena moda pode aparecer dependendo do que os consumidores acharem da qualidade (conforto + durabilidade) do tênis.

(via joaninha =D)

Aos poucos, as bicicletas invadem a cidade

Nunca se falou tanto em bicicletas como agora. Confesso que embora acabe sofrendo também com o trânsito de SP estou gostando. Não, não sou sadomasoquista. Acontece que graças ao caos, a mídia, a população e por consequência, os políticos estão finalmente discutindo propostas para resolver o trânsito de verdade, dentre elas, ciclovias.

Essa matéria da Revista Época serve para ilustrar um pouco isso. Acabei dando uma enxugada, mas quem tiver um tempinho, vale a pena ler no link a matéria na íntegra.

“O espaço reservado às bicicletas no Brasil quadruplicou desde 2003. De 600 quilômetros de ciclovias no país inteiro, passou-se a 2.500. Ainda é pouco perto da campeã Holanda, um país que, numa área equivalente à do Estado de Pernambuco, tem 34.000 quilômetros de ciclovias. Mas o número de iniciativas vem crescendo em Aracaju, Brasília e São Paulo. Outras, como a Praia Grande, em São Paulo, e Curitiba, já são consideradas exemplos.

O vice-líder no ranking latino-americano de ciclovias é o Rio (atrás de Bogotá). O governo do Estado quer estender as ciclovias ao interior. Anunciou neste ano um projeto para criar 1.000 quilômetros de ciclovias à beira de rios e estradas intermunicipais, o maior plano do gênero no Brasil. Calcula-se que hoje 40% dos trabalhadores do Estado vão ao trabalho de bicicleta ou a pé.

A primeira ciclovia do Distrito Federal, de 12,5 quilômetros, foi inaugurada em outubro. O governo distrital planeja entregar 600 quilômetros de pistas até 2010, a um custo de R$ 50 milhões. São Paulo está instalando bicicletários nas estações de trem metropolitano. Na estação Mauá, são mais de 2 mil vagas.

O Brasil tem a sexta maior frota do mundo de bicicletas, cerca de 75 milhões. Em cidades pequenas, onde o tráfego de automóveis não é problema, as bicicletas sempre foram um meio tradicional de transporte, mesmo sem pistas específicas para elas.

Bikes não poluem, não gastam energia elétrica e aliviam o trânsito – estima-se que numa via por onde passem 450 carros por hora caibam 4.500 pessoas pedalando. Numa pesquisa feita pelo Ibope em São Paulo em 2007, 34% dos entrevistados declararam que jamais usariam bicicleta no dia-a-dia, mesmo se houvesse incentivos, mas 36% disseram que a construção de ciclovias e bicicletários nos locais de trabalho ajudariam a convencê-los a trocar o carro pela bicicleta nos deslocamentos diários. “

Estudante de publicidade dá uma aula

Justin Young é um jovem diretor de arte americano que vai se formar na faculdade em maio desse ano na Universidade de Oklahoma.

Ele seria mais um no meio de tantos a procurar emprego praticamente do zero senão fosse a idéia simples que ele teve. Ele criou uma animação simples e bastante interessante. Como você pode lutar contra o aquecimento, com o simples fato de fechar a torneira enquanto escova os dentes.

Como assunto é a grande vedete do momento, o vídeo foi uma grande isca (praticamente uma ação de guerrilha) para que pessoas do mundo todo vejam seu trabalho depois de assistir a animação. Uma aula de como ficar conhecido através do trabalho. Tenho certeza que dará certo, e o melhor ainda vai convencer muita gente a fechar a torneira.

Via 37signals.

Pedala e filtra!

A bicicleta AquaductConheçam a Aquaduct, a bicicleta que filtra água enquanto você pedala!

A Aquaduct foi criada para circular em países onde a água potável é escassa. Por enquanto é só um conceito inventado pelo Aquaduct Team para o concurso Innovate or Die. Mas é uma idéia bacana, não?

(via Digital Drops)

Homem-Vitrine no sinal da Funchal

cadeirante.jpgNosso leitor Henrique Santiago passava pela Av. Funchal e sapecou essa foto que você vê ao lado. Um senhor, cadeirante, que desenvolveu uma espécie de vitrine para expor suas balinhas. Em pé não daria, seria pesado demais. Um belo exemplo não apenas de superação mas de como transformar potenciais desvantagens em reais vantagens. Parabéns ao Henrique pela iniciativa e, se alguém descobrir o nome desse senhor me manda que coloco aqui. UoD!

Bicicletário no Conjunto Nacional

Porto Seguro(por Regianne Bochichi, via HSM UoD)

Esta semana estive por duas vezes no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista e no estacionamento de lá notei um bicicletário. Perguntei ao atendente e ele me disse que era um programa da companhia de seguros Porto Seguro. Bastava apresentar o RG e o cartão de serviço e o usuário poderia usar a bicicleta até às 8 da noite gratuitamente. Achei a iniciativa ousada, a exemplo de vários países do mundo que tem adotado a bike como transporte alternativo, mas pensei: “Andar de bicicleta na Paulista e nos Jardins, não deve ser muito bom”. Pois pelo bem do meio ambiente, me enganei redondamente. Neste domingo, ao estacionar por volta do meio-dia por lá, havia apenas 3 bicicletas disponíveis. Não sei se vai “pegar” no dia-a-dia, mas pelo que vi pelo menos para o lazer a turma já descobriu, testou e aprovou. É uma idéia simples, mas que faz todo a diferença na imagem e nas ações da empresa.

Comercial Novo

(por Neto, via UoD)

Alex Gabassi dirigiu, para a Lew Lara, para o Banco Real. Lindo.

Stefan Sagmeister

(por Neto, via UoD)

Stefan Sagmeister é o designer dessa geração. Qual geração? Sei la. Tem isso ainda? Acho que não. Sou diretor de arte de uma era paleolítica. Aprendi que bom mesmo era o Herb Lubalin e que um diretor de arte completo deveria trabalhar com número limitado de fontes de letra em sua carreira, para “ser consistente”. Mas isso foi em 1982 e o design gráfico virou de ponta cabeça de lá pra cá. Uma pilha de diretores de arte e designers remodelaram o que se está impresso hoje. De Phillipe Starck, Neville Brody, David Carson até David LaChapelle e Sagmeister foi um longo e sujo caminho. Ontem chegaram no Brasil algumas cópias de Things I Have Learned in My Life so Far, de Sagmeister [desculpe o link da Amazon…não achei no Brasil, mas procurem porque tem]. O livro mostra trabalhos que parecem impublicáveis, como essa imagem que ilustra o post. O já clássico poster que Sagmeister fez “cortando” o texto no corpo de seu assistente. Parece maluquice, como foi com os que o precederam. Mas já, já, está no mainstream e num anúncio perto de você. É sempre assim. Depois do jump, Sagmeister, no TED de 2007 2004.

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Feudos Empresariais

(por Jorge Carvalho, via HSM UoD)

Robert Herbold, ex-COO da Microsoft estará no Fórum Mundial de Lucratividade falando sobre o papel da inovação na lucratividade de uma empresa. Em seu livro The Fiefdom Syndrome, ele discutiu o problema da criação de feudos dentro das empresas, grupos que trabalham de forma separada e defendem interesses próprios. Aqui está um trecho de uma recente entrevista para o Jornal Valor.

Valor: Como tratar essa questão dos feudos empresariais em mercados globais, nos quais as companhias precisam lidar também com os interesses de suas subsidiárias?

Herbold: Muitas vezes, os profissionais ligados a subsidiárias são responsáveis por inovações no mercado local, porque vivenciam a realidade do país e conhecem bem as necessidades e as formas de conquistar clientes. É preciso incentivar as subsidiárias a ter autonomia nos negócios. Contudo, o alinhamento com as práticas, processos e políticas globais é essencial para se ganhar eficiência. Combinar estratégias globais com conhecimento de mercados locais é a receita para obter sucesso. A formação de grupos com interesses distintos é natural. Mas isso pode atrapalhar a eficiência da empresa e corroer os lucros. É o que deve ser modificado, não importa o porte da empresa ou se sua estratégia é local ou global.

<via>

Vivendo em uma vitrine

O designer de móveis Paulo Castellotti transformou seu problema em solução financeira e uma inovação urbanística: por não ter dinheiro para manter uma casa e uma loja, a casa do designer se transformou em cenários para expor suas obras e… vive lá dentro, na conhecida Casa de Design, numa vila no Itaim.

“O resultado não previsto da minha falta de dinheiro foi fazer um espaço em que o criador e a criação, o vendedor e o produtor, o descanso e o trabalho não se separam nunca”, conta Paulo em coluna publicada na Folha de São Paulo.

Conheça o projeto no site: www.paulocastellotti.com.br





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