(por Marcelo Tripoli, via UoD)Estou participando do WOMM-U, o congresso anual promovido pela Word of Mouth Marketing Association (Womma)O evento reúne durante 2 dias marqueteiros e publicitários de grandes empresas como Unilever, Dell, Apple e Disney. As apresentações trazem para mesa um tema presente na pauta dos gestores de marketing dos quatro cantos do planeta: Como uma marca pode atingir seus objetivos utilizando ferramentas de marketing boca-a-boca.Me surpreendeu o formato do evento. Existem poucas sessões gerais (as famosas keynote sessions). A maior parte das atividades acontecem em mesas redondas aonde até 12 profissionais orientados por um moderador colocam um tema para discussão e todos são convidados a interagir. Na foto você confere uma destas mesas em ação. Em breve irei compartilhar as principais idéias que estão rolando por aqui.
(por daniel da Hora, via UoD)
Muitas empresas têm utilizado a estética “eco-friendly” de várias formas: às vezes óbvias; às vezes “ok, legal’; poucas vezes excelentes e raríssimas vezes ‘uau!’ A nova linha Adidas Originals de roupa e tênis, cujo nome foi batizado de Grün (o mesmo que green, só que em alemão) tende a ser uma ação do último tipo, pois começa com um conceito diferenciado do lugar-comum neste tipo de approach. A idéia é utilizar matéria-prima reaproveitável em toda a linha, que foi dividida em ‘Made From”, “Recycled” e “Reground”, onde se pode encontrar, na composição das roupas, desde semente de girassol, passando por fibra da folha de maconha e fibra de bambu, chegando a soja misturada com algodão. Junto a isso, unem-se ações de guerrilha como o filme abaixo, espécie de divulgação da estratégia da campanha, além de contar também com peças de intervenção e mobiliário urbano, instalações artísticas e peças para outdoor com plantas de verdade.
Mais informação aqui (em alemão).
(via UoD Área 3)Uma vez uma alemã que veio ao Brasil e ficou hospedada na minha casa, fez uma observação sobre o nosso país que eu nunca mais esqueci: “O Brasil é o país dos excessos”. A explicação é a seguinte, aqui tudo a gente tem em excesso. Ou chove muito, ou é seca. De um lado tem a fome, do outro a churrascaria rodízio. O hospital Albert Einstein dentre os melhores do mundo e muitos outros dentre os piores. Tudo aqui é muito, quase não existe o meio termo.
Ontem, trabalhando até tarde, dois amigos e eu pedimos 2 hambúrgueres e uma salada (um dos caras esta de dieta) para matar a fome. Pra beber: 3 refrigerantes e só. A conta veio salgada, mas pelo horário era até aceitável. Mas o que saiu mais caro foi o disperdício de embalagens e apetrechos que vieram junto com o pedido.
Não fiz a conta exata de quantos catchups, mostardas e guardanapos foram utilizados, sei que usamos sem economia e ainda sobrou uma quantidade absurda, inclusive de talheres (afinal mesmo que cada hambúrger fosse jantado com um talher, ainda sobraria o dobro). Veja a continha e confira a foto para ver que não estou mentindo. Fiquei pensando, se num jantar para 3 pessoas sobrou tudo isso, imagine um pedido grande. Com um pouco de bom senso economizaríamos o planeta e o nosso bolso (vc tem dúvida que esse custo não esta embutido no pedido?).
Números do desperdício: Sobraram 13 mostardas, 10 catchups, 5 guardanapos (cada um com saco plástico!) e 6 talheres (garfo e faco cada um com seu saco plástico!).
A famosa e sempre charmosa Penguin está trazendo para o ambiente digital, 6 estórias, de 6 autores, por 6 semanas, numa série especial chamada We Tell Stories. Ao invés do puro e simples texto, as estórias são contadas de um jeito mais interativo. Uma delas, a The 21 Steps, é contada através do Google Maps. Para conferir as 6, o clique é aqui.
(por Regiane Bochichi, via HSM UoD)
Ontem eu tive a oportunidade de conhecer a Embraer por conta de um programa que estamos preparando para a ManagemenTV. Bem, só de entender como se fabrica um avião, a experiência se torna única. Mas mais do que essa curiosidade natural, ver a transformação de uma estatal, quase falida em um das três maiores exportadoras do Brasil é uma aula e tanto! Para ilustrar o que é começar do zero, a Embraer fica na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2170, em São José do Campos. Na época da sua fundação, o lugar era tão ermo que o número da sede é a data de inauguração da empresa, pois não havia nada por lá. Acho que nem Santos Dumont imaginava que um dia teríamos uma indústria de aviação que entregou 170 aeronaves em 2007, tem um carteira de pedido de mais de 20 bilhões e conta com 23.878 funcionários. No ano da privatização, a situação era tão precária que eles tinham fabricados 4 aviões e todas as fichas estavam colocadas em um só modelo: o ERJ 145. Os projetos eram feitos em pranchetas, desenhados a mão. Atualmente, há um Centro de Realidade Virtual - CRV - que dá a visão completa de um novo avião, todos os seus componentes, faz simulações e é um show para encantar qualquer comprador. Na história da companhia, há nomes importantíssimos como Ozires Silva que presidiu a empresa estatal e Maurício Botelho, na qual durante 12 anos de gestão, fez o turnaround da companhia. Ele vai contar essa trajetória na ExpoManagement em novembro. Se você está curioso, leia a entrevista dele na HSM Management e veja o que se pode fazer com planejamento, inovação e acima de tudo sonho. Se tiver 3 milhões na carteira, entre na fila do mais novo projeto da empresa:o Phenom 100. Um modelo de 6 lugares voltado para aviação executiva cuja entrega inicial está marcada para 2012. Quem tem muuuuita bala no cartucho, pode tentar furar a fila!
(por Jorge Carvalho, via HSM UoD)
Joseph Stiglitz, vendedor do prêmio Nobel da Economia, analisa o momento econômico atual no Estados Unidos.
(por Neto, via UoD)
Tem coisas que merecem todo a nossa atenção. Eu já falei aqui sobre o projeto Amigos para Sempre, do Tico da Bobstore. O projeto continua firme e forte. O Tico lançou uma linha de colares focando a preservação do ambiente, com renda revertida para o Amigos para Sempre. Além disso, confira a exposição de fotos de Marcelo Bormac, dia 16/04, 19h30, no Ateliê Oral, Rua João Lourenço, 564, Vila Nova Conceição, São Paulo. A renda da exposição também vai para o projeto. Um jeito facinho de ajudar.
(por Adriana S. Gomes, via HSM UoD)
Stephen Spinelli é um respeitado professor do Babson College e agora president da Philadelphia University. Já esteve no Brasil como palestrante da HSM, já foi publicado na nossa revista, tem as melhores receitas para empreendedorismo. Mas foi numa troca de e-mails com o Marcelo Cherto que eu me dei realmente conta da genialidade desse homem. Spinelli foi um dos fundadores de uma das maiores redes de oficinas especializadas em serviços “under-car” dos EUA, a Jiffy Lube, que revolucionou o negócio de troca de óleo na década de 1970 naquele país (e hoje conta com mais de 2,2 mil franquias em operação só nos EUA). E ele vendeu o negócio para a Shell com o maior lucro. Até aí morreu Neves. Mas então o Spinelli virou um franqueado Jiffy Lube, gerenciando duas lojas no início e expandindo para 47 lojas hoje, sendo o maior e mais lucrativo franqueado da rede. Não é demais? Ele conseguiu continuar usufruindo o negócio que criou, mas sem o custo de mandar e sem o custo de ser mandado. Além disso, arrumou tempo para dar aulas no Babson College, onde ele conhece um monte de potenciais start-ups todos os dias e pode investir nos novos negócios mais promissores. O cara é a fórmula do empreendedorismo em pessoa!

(por Jorge Carvalho, via HSM UoD)
Acaba de ficar pronto o relatório do Microsoft Research sobre como será a interação entre computadores e humanos no ano 2020. Para baixar clique aqui.
Algumas conclusões:
-Estamos na Era da Mobilidade agora, mas estaremos na Era da Ubiquidade (Onipresença) em 2020 com milhares de computadores por usuário.
-Silicone e material biológico estarão juntos de uma maneira diferente, possibilitando novas formas de inputs e outputs implantáveis em nossos corpos.
-Seremos cada vez mais capazes de usar aparelhos móveis para interagir com objetos no mundo real, esses aparelhos serão como extensões de nossas mãos.
-Robôs serão máquinas autônomas com capacidade de aprender.
-Criaremos ambientes digitais mais customizaveis e personalizados.
-A visão de ter um computador para cada criança no mundo será mais real.
-Sobrarão poucas pessoas no mundo sem acesso a telefones móveis.
Fora a possibilidade de renovação (o que algumas vezes saí pela culatra), ano de eleição não é só o período que os políticos usam para sabotar o governo da gestão. É o ano em que as coisas tendem a acontecer, e acontecem rápido.
Por exemplo o caso do Bush nos EUA. Pela primeira vez, a poucos meses do fim do mandato, o menino maluquinho da Casa Branca mostrou interesse em chegar a um acordo mundial contra o efeito estufa. A notícia oficial pode sair em julho no Japão, durante a cúpula do G8 e três meses antes das eleições norte-americanas.
No Brasil a gente já está acostumado. A quantidade obras que costumam ser entregues no ano eleitoral chegam a ser escandalosas. Será que tem gente que pensa que é coincidência? Tem um quê de final de novela das oito, depois de uma enrolação, daquele marasmo, tudo acontece no último capítulo. E audiência vai lá pra cima.
Desde 1996 a Tomra lançou na Noruega um jeito inovador de encarar a reciclagem. O famoso dois em um do marketing, aplicado no terceiro setor. Uma máquininha onde você deposita o seu lixo reciclável e decide que fim você prefere. Apertando o botão amarelo aquele lixo vira dinheiro para uma associação. Apertando o verde, o lixo vira dinheiro só que para o seu bolso.
A idéia fez tanto sucesso que já se espalhou por vários países da Europa, chegou ao Japão e até nossos hermanos já tem alguns exemplares (Paraguai, Argentina, Peru, Chile…). Só falta chegar aqui.
Uma ótima sacada da Nike. Eles criaram um modelo de tênis inteiramente feito com material reaproveitado, reciclado das sobras de outros tênis fabricados. É o Nike Trash (na foto ao lado). A idéia veio de uma parceria com Steve Nash, jogador de basquete da NBA, pelo Phoenix Suns. O Trash foi feito a partir de um modelo que Nash usava.
Tudo isso faz parte da iniciativa de sustentabilidade dos produtos da marca, muito bem posicionada e com metas até 2011 para ter todos seus tênis, de alguma forma, ecologicamente sustentáveis. Espero sinceramente que não seja só no discurso, uma vez que a Nike tenta se desassociar do estigma de empresa ligada ao trabalho escravo infantil.
A Nike não é a única fabricante de tênis a fazer algo parecido. Vide Adidas e Converse. Pode ser uma tendência? É cedo para dizer, mas uma pequena moda pode aparecer dependendo do que os consumidores acharem da qualidade (conforto + durabilidade) do tênis.
(via joaninha =D)
Nunca se falou tanto em bicicletas como agora. Confesso que embora acabe sofrendo também com o trânsito de SP estou gostando. Não, não sou sadomasoquista. Acontece que graças ao caos, a mídia, a população e por consequência, os políticos estão finalmente discutindo propostas para resolver o trânsito de verdade, dentre elas, ciclovias.
Essa matéria da Revista Época serve para ilustrar um pouco isso. Acabei dando uma enxugada, mas quem tiver um tempinho, vale a pena ler no link a matéria na íntegra.
“O espaço reservado às bicicletas no Brasil quadruplicou desde 2003. De 600 quilômetros de ciclovias no país inteiro, passou-se a 2.500. Ainda é pouco perto da campeã Holanda, um país que, numa área equivalente à do Estado de Pernambuco, tem 34.000 quilômetros de ciclovias. Mas o número de iniciativas vem crescendo em Aracaju, Brasília e São Paulo. Outras, como a Praia Grande, em São Paulo, e Curitiba, já são consideradas exemplos.
O vice-líder no ranking latino-americano de ciclovias é o Rio (atrás de Bogotá). O governo do Estado quer estender as ciclovias ao interior. Anunciou neste ano um projeto para criar 1.000 quilômetros de ciclovias à beira de rios e estradas intermunicipais, o maior plano do gênero no Brasil. Calcula-se que hoje 40% dos trabalhadores do Estado vão ao trabalho de bicicleta ou a pé.
A primeira ciclovia do Distrito Federal, de 12,5 quilômetros, foi inaugurada em outubro. O governo distrital planeja entregar 600 quilômetros de pistas até 2010, a um custo de R$ 50 milhões. São Paulo está instalando bicicletários nas estações de trem metropolitano. Na estação Mauá, são mais de 2 mil vagas.
O Brasil tem a sexta maior frota do mundo de bicicletas, cerca de 75 milhões. Em cidades pequenas, onde o tráfego de automóveis não é problema, as bicicletas sempre foram um meio tradicional de transporte, mesmo sem pistas específicas para elas.
Bikes não poluem, não gastam energia elétrica e aliviam o trânsito – estima-se que numa via por onde passem 450 carros por hora caibam 4.500 pessoas pedalando. Numa pesquisa feita pelo Ibope em São Paulo em 2007, 34% dos entrevistados declararam que jamais usariam bicicleta no dia-a-dia, mesmo se houvesse incentivos, mas 36% disseram que a construção de ciclovias e bicicletários nos locais de trabalho ajudariam a convencê-los a trocar o carro pela bicicleta nos deslocamentos diários. “
Justin Young é um jovem diretor de arte americano que vai se formar na faculdade em maio desse ano na Universidade de Oklahoma.
Ele seria mais um no meio de tantos a procurar emprego praticamente do zero senão fosse a idéia simples que ele teve. Ele criou uma animação simples e bastante interessante. Como você pode lutar contra o aquecimento, com o simples fato de fechar a torneira enquanto escova os dentes.
Como assunto é a grande vedete do momento, o vídeo foi uma grande isca (praticamente uma ação de guerrilha) para que pessoas do mundo todo vejam seu trabalho depois de assistir a animação. Uma aula de como ficar conhecido através do trabalho. Tenho certeza que dará certo, e o melhor ainda vai convencer muita gente a fechar a torneira.
Via 37signals.
Conheçam a Aquaduct, a bicicleta que filtra água enquanto você pedala!
A Aquaduct foi criada para circular em países onde a água potável é escassa. Por enquanto é só um conceito inventado pelo Aquaduct Team para o concurso Innovate or Die. Mas é uma idéia bacana, não?
(via Digital Drops)



